domingo, 1 de junho de 2014

Chuva

No quarto escuro e frio, ela estava deitada em sua cama, acabado de acordar, com os olhos abertos, olhando para o teto, com a respiração calma, com uma das meias furadas, sem a minima vontade de sair daquele lugar. Então veio a chuva, e seus olhos se fecharam, não para dormir, para pensar. 
O modo como tentava contar quantas gotas estavam batendo no telhado, e como tentava esquecer a noite anterior, que noite, e enquanto ela pedia para que as gotas levassem aqueles sentimentos embora, a chuva continuava a cair, mais forte, mais barulhenta, mais chuva.
Ela sem se mexer, remoendo suas lembranças tão nítidas quanto o barulho da chuva, uma lagrima surgiu em seu olho, e ela apenas deixava que cai-se, e outras vieram para fazer companhia aquela  que já estava em seu queixo, alguns minutos se passaram e as lagrimas continuavam a cair, só se ouvia seus soluços que eram mais silenciosos que sua respiração, ela só sentia tudo ir embora, como ela queria, até que as lagrimas acabaram, ela abriu seus olhos e a chuva parou.

-Ela

Nenhum comentário:

Postar um comentário